Dizem que o mundo dá voltas
e mais voltas. E dessa forma as pessoas se encontram, desencontram e, ás vezes,
reencontram, a tristeza sai, a alegria volta, os sentidos mudam e tudo se
renova. Na verdade a matemática da vida não é assim. Se você parar pra esperar
o mundo girar e as coisas acontecerem você fica pra trás. E pensando nessa
coisa do mundo girar, lá estava eu, naquele mesmo lugar, no mesmo banco,
esperando o mesmo ônibus, no mesmo horário e sentindo o mesmo frio. Um perfeito
Dejavù, se não fosse a sua ausência. Foi
então que percebi, comparando os dois momentos, que com ou sem você eu sentia o
mesmo frio. Não digo que o que aconteceu entre nós foi em vão, pelo contrário,
enquanto durou foi uma das melhores coisas que vivi. Mas naquele momento tudo o
que parecia errado e incompreensível, era o mais certo. Estar longe de você, agora,
me fazia bem. A sua presença já não me fazia mais tanta falta. Estava, enfim, desfazendo os laços de tudo o que me prendia a você. Assim como um
relógio parado acerta a hora duas vez no dia, o mundo gira e acerta os
ponteiros da vida.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Carta de despedida e até logo
Dessa parte da vida escrita eu queria me despedir de uma maneira mais formal. No começo era pra ser uma carta de despedida, e já havia dias que as palavras se organizavam e desorganizavam em minha mente. Mas não havia coragem. É difícil me desprender dessa forma em que me encontrei. Escrever, por mais que não seja diário, é o jeito com que exponho minhas ideias, pensamentos, sentimentos, conclusões. Mas porque essa ideia louca de despedida? O motivo que me levou a escrever minhas histórias autobiográficas, por vezes tristes e melancólicas ou por vezes alegres e surpreendentes, finalmente se desprendeu de mim. Apesar de tudo o saldo final "foi mais positivo que mil divãs". E é por isso que não despeço desse acervo mal feito, e sim dou boas vindas aos novos frutos que virão. Escrever é um refúgio, e é uma das coisas coisas que mais gosto de fazer, e não há razão de largar isso de lado. Então sem despedidas, sem adeus, e um até logo!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Marionete
Acordar. Abrir. Olhar. Fechar. Cochilar. Abrir. Olhar. Bocejar. Levantar. Espreguiçar. Olhar. Lavar. Comer. Sair. Entrar. Sentar. Ler. Entender. Levantar. Sair. Voltar. Comer. Beber. Lavar. Sair. Entrar. Sair. Comer. Beber. Ler. Escrever. Entender. Perder. Ganhar. Comer. Voltar. Assistir. Ler. Rir. Conversar. Gritar. Falar. Pular. Chorar. Sair. Andar. Voltar. Comer. Lavar. Deitar. Fechar. RESPIRAR. Dormir.
São tantos os verbos que movem meu mundo, que acabo me sentindo uma marionete. As vezes incapaz de realizar qualquer ação/reação exigida por esses infinitivos.
Mas no fim da noite a marionete se curva e arranca aplausos da platéia. Pelo menos é o que se espera. Fecham-se as cortinas. Cessa a música. Fim!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Gravitando
Algo em mim me diz que é o momento de degustar um pouco dessa angústia, de saborear cada gotinha de saudade...E só assim reaprender de uma forma diferente! Porque tudo que é diferente é mais intenso, real e absoluto. E completamente profundo!
É essa a sensação que estou por agora, gravitando!! Um tanto alienada, como sempre!
19/03/2012
É essa a sensação que estou por agora, gravitando!! Um tanto alienada, como sempre!
19/03/2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Onde estão meus óculos?
Por um breve momento tive a impressão de que o mundo fosse
acabar. Na verdade o mundo já estava desaparecendo de mim aos poucos. E naquele
momento foi meu chão que sumiu. Não pensei nem uma vez e enchi aquele vazio sob
meus pés de água, água salgada feito lágrima. E aquele vazio começou a ser
cheio. Cheio de lembranças, angustias, sofrimentos, alegrias, pensamentos... Um
mar de tanta coisa, um mar de nada! Por pouco não me afoguei. Queria que alguém
me tirasse de lá, que me puxasse pelos braços, me envolvesse em abraços e
dissesse: acorde! Mas aquilo não era um sonho, muito menos um pesadelo, era só
a realidade que eu imaginava que fosse. Não sei o motivo, razão, circunstância
ou força que me fez me mover no meio daquela bagunça. Mas eu me movi. Nessas
estradas da vida não há retorno e eu estou seguindo em frente. Afinal nem tudo
que parece ser, é. É tudo uma questão de ponto de vista. O chão sempre esteve
sob meus pés, só me faltavam os óculos para enxergá-lo!
“Quantas vezes a gente, em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: Em vão, por toda parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz!” (Mário Quintana)
“Quantas vezes a gente, em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: Em vão, por toda parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz!” (Mário Quintana)
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