terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Onde estão meus óculos?



Por um breve momento tive a impressão de que o mundo fosse acabar. Na verdade o mundo já estava desaparecendo de mim aos poucos. E naquele momento foi meu chão que sumiu. Não pensei nem uma vez e enchi aquele vazio sob meus pés de água, água salgada feito lágrima. E aquele vazio começou a ser cheio. Cheio de lembranças, angustias, sofrimentos, alegrias, pensamentos... Um mar de tanta coisa, um mar de nada! Por pouco não me afoguei. Queria que alguém me tirasse de lá, que me puxasse pelos braços, me envolvesse em abraços e dissesse: acorde! Mas aquilo não era um sonho, muito menos um pesadelo, era só a realidade que eu imaginava que fosse. Não sei o motivo, razão, circunstância ou força que me fez me mover no meio daquela bagunça. Mas eu me movi. Nessas estradas da vida não há retorno e eu estou seguindo em frente. Afinal nem tudo que parece ser, é. É tudo uma questão de ponto de vista. O chão sempre esteve sob meus pés, só me faltavam os óculos para enxergá-lo!
“Quantas vezes a gente, em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: Em vão, por toda parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz!” (Mário Quintana)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Adapte-me


E de novo estou aqui, sem saber o que dizer. Parece que as palavras sempre fogem quando te vem, escutam ou te imaginam. Na verdade nem sei se existe mesmo essa inspiração. Faz tempo que não tenho essa motivação. Talvez o problema seja eu, como na maioria das vezes realmente é. Um bloqueio que eu não sei como desbloquear. Essa incerteza de ser, de estar, de ter é cruel demais. Seria muito melhor a convicção de um não. Pelo menos isso seria alguma coisa. 
Ainda assim, esse bloqueio, essa coisa toda de eu não admitir, de você não admitir, é meio engraçado. Por vezes sinto uma ansiedade, tenho uma expectativa de que você vai entrar por aquela porta a qualquer momento. Acho que isso já é um começo. Mas saiba que isso cansa, e que eu desisto fácil das coisas.
Tão complexo... Só saiba que andei pensando em você. Ainda não me adaptei a isso tudo, mas eu quero. Eu quero mesmo!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Para sempre?


Eu simplesmente não entendo. Acho que ninguém conhece o que realmente é o amor, e isso se aplica também a mim. Amor, para mim, é para sempre. Não quero gastar palavras de amor com qualquer pessoa. Só vou dizer "Eu te amo" quando eu tiver certeza de que o que eu sinto é o sentimento que todos procuram, e que tudo isso é reciproco. Quero ser contemplada com a felicidade de saber o que é isso, e acredito que é o que muitos também desejam. Não entra na minha cabeça esse lance de 'juras eternas de amor', 'felizes para sempre', e duas semanas depois um 'eu te odeio pra sempre'. Isso é sinal de que tudo o que se passou não era amor, e que foram gastas aquelas três palavras no momento errado!
Acho que está na hora de muitos reverem seus conceitos.
Amor não se acha na rua, amor se conquista! E isso é tudo o que eu sei sobre esse sentimento!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Anestesiada



E até eu mesma não estou me reconhecendo. Está tudo muito diferente do que já fui. De certa forma estou mais madura, mais responsável, menos criança e, talvez, menos eu. Não que seja um problema, mas é que está sendo uma mudança rápida demais e perceptível. Aqueles velhos princípios criados para serem seguidos rigorosamente estão se desfazendo como algodão doce. Não tão doce feito um, mas tão rápido quanto. Até mesmo as minhas palavras mudaram de forma. Não era pra ser desse jeito, não era pra ser de jeito algum. Tantas coisas que eu pensava serem as certas, serem o que eu devia acreditar, não passavam de discursos jogados ao vento. Se isso me decepciona? Talvez, eu ainda não sei. Nada me encosta, nada acontece. Estou estupidamente anestesiada. Sentimentos, reações, palavras, razões... tudo anestesiado. O meu medo é o que vai acontecer quando passar o efeito dessa anestesia.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Uma mania


Todos temos alguma mania. Algo que por mais que você, e os outros, não gostem, você não consegue se desprender. Odeio essa minha mania de tentar prever o futuro inventando um. Quase sempre, nada de que previ aconteceu. O pior é que sinto como se tivesse acontecido. Aquela música, que sonhei em ser nossa, quando toca me faz tão mal. Aquele lugar, que seria o nosso, está sempre vazio. O nosso sentimento nunca conheci. O 'nosso' nem tenho ideia do que seja isso.
Isso tudo é consequência da esperança que nos injetamos afim de preencher um vazio. Vazio este, que nunca deveria ser preenchido com esse sentimento tão abstrato. Deveria ser um sentimento mais concreto, se é que existe um. Se for assim, prefiro continuar vazia. Sem nada. Um ser oco. Desta forma previno aborrecimentos, chateações, sofrimentos, constrangimentos, tristezas, todos esses sentimentos assombrosos.